domingo, 1 de novembro de 2009

Minha vida era um porre quando eu era cachaceiro


Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro
(Allan Sales)


Agradeço ao Dedé
Pela sua interferência
Demonstrando competência
No poema sua fé
O seu verso que dá pé
Meu poeta verdadeiro
Seu poema mensageiro
Nesta hora me socorre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro
Com conhaque de alcatrão
Serra Grande e pitulina
Tomar rum foi minha sina
E purinha com limão
Era chope de montão
Meu ofício de caneiro
Bagunçando num puteiro
Muita gente assim que morre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro

Era mesmo uma desgraça
Meu viver sem ter limites
Aceitando tais convites
Pra beber muita cachaça
Era um craque na manguaça
Nisso fui bom tarefeiro
Me lasquei ó companheiro
Meu viver sem isso corre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro

Vi amigo se lascar
Enterrei assim uns seis
Mas saí foi duma vez
E não quis mais me matar
Desisti de biritar
E mudei foi por inteiro
Saravá Dedé Monteiro
Cuja verve aqui escorre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro.

Um comentário:

Tatiany Melo (Natal/RN) disse...

Essa é a histório de seu FON.

A Chegada da Prostituta no Céu

A Chegada da Prostituta no Céu
Artista J. BORGES

xilogravura

xilogravura
"eu, tu , eles" - J. Borges - Bezerros PE

José Francisco Borges-Artista de Bezerros, Pernambuco, Brasil.

José Francisco Borges nasceu na cidade de Bezerros, Pernambuco, em 20 de dezembro de 1935. J. Borges, como ele é mais conhecido e gosta de ser chamado, começou a ajudar o pai agricultor na lavoura aos oito anos de idade e antes de descobrir a literatura de cordel e a xilogravura trabalhou como artesão, marceneiro, pedreiro, carpinteiro e pintor. Ele explica que sua relação com o cordel começou aos 20 anos, quando, depois de economizar um dinheirinho, ganho com a venda de brinquedos de madeira fabricados por ele, comprou alguns cordéis para revender na feira de Bezerros. "Me apaixonei e hoje o cordel é tudo para mim", afirma.

Sua Obra

Sua primeira obra foi "O encontro de dois vaqueiros no sertão de Petrolina", com xilogravura do Mestre Dila, publicada em 1964. O cordel atingiu a marca de cinco mil exemplares vendidos, em 60 dias. No ano seguinte, J. Borges fez sua primeira xilogravura para o folheto "O Verdadeiro aviso de Frei Damião (sobre os castigos que vêm)", também de sua autoria. Em quase 40 anos de carreira, J. Borges escreveu mais de 200 cordéis, que, com exceção do primeiro, foram ilustrados por ele próprio.
O artista destaca a gravura "A chegada da prostituta no céu", de 1976, como sua obra mais famosa. "A gravura deu origem ao cordel de mesmo nome na década de 80, porque todos me pediam para contar a história da gravura", explica. Sua obra retrata o cotidiano do homem do Nordeste, a cultura e o folclore e a luta do povo na vida do sertão. Outro tema freqüente no cordel e gravuras de J. Borges é o cangaço.
Mas não são somente os cordéis que têm ilustrações do artista pernambucano. J. Borges já ilustrou capas de discos e livros, dos quais vale destacar "Palavras Andantes", do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano. Sua experiência internacional inclui exposições e oficinas realizadas em diversos países. Uma das exposições percorreu 20 países europeus na década de 70. "No Brasil, são poucas as cidades onde minha obra ainda não passou", afirma. Países como Estados Unidos, França, Alemanha, Suíça e Venezuela já receberam J. Borges para ministrar palestras e oficinas.
Hoje essas xilogravuras são impressas em grande quantidades, em diversos tamanhos, e vendidas a intelectuais, artistas e colecionadores de arte. Os temas mais solicitados em seu repertório são: o cotidiano do pobre, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, crimes e corrução, os folguedos populares, a religiosidade, a picardia, enfim todo o universo cultural do povo nordestino.

Contato:J. BorgesRua: Major Aprigio da Fonseca, 420São SebastiâoBezerros - Pernambuco - BrasilCep: 55 660 - 000
Telefone: 0055 - 81 - 3727.0364
Telefone: 0055 - 81 - 9937.3838