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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ARARUNA


A Araruna nasceu a partir das tradicionais danças aristocráticas de salão, de origem européia, da valorização dos costumes da vida palaciana. Tudo ao estilo das danças aristocráticas brasileiras do século XIX. Mas, acabou misturando estilo de dança erudita como: a valsa, a polca, o xote, a mazurca (herança do colonizador português) e do estilo popular de caráter folclórico como: a dança do caranguejo, o bode, o besouro, a araruna.

Tudo acompanhado de sanfona e vários outros instrumentos. Os dançarinos não cantam. Os cavalheiros usam casaca e cartola. As damas, longos vestidos de saia rodada. O nome Araruna vem de um pássaro preto originário do Pará, que ao cantar pula de galho em galho executando uma espécie de bailado.

A dança Araruna, assim como as demais apresentadas pelo Grupo foi também objeto de pesquisa do folclorista Deífilo Gurgel, que declarou ao Diário de Natal: “O universo coreográfico do Rio Grande do Norte e dos outros estados brasileiros se divide em dois tipos: as danças folclóricas puras (no caso da Araruna e as outras danças apresentadas pelo Grupo) e o universo dos autos populares, com partes mais dramáticas, como é o caso do Boi, da Chegança, os Congos e Fandangos. No caso do Araruna, as danças estão divididas em duas características distintas, têm as mais clássicas, como é o caso da valsa, da polca e do xote e tem aquelas com nomes de pessoas e bichos, como as danças do Caranguejo, Besouro, Camaleão e Maria Rita, que são tipicamente folclóricas”.
Sobre a indumentária de casaca e cartola para os homens e vestidos longos para as mulheres, Deífilo Gurgel acredita que foi o próprio Grupo quem decidiu por esse fardamento mais clássico. “Eu não cheguei a presenciar essa época, mas sei que como eles se apresentavam em festas de São João na Roça, provavelmente a indumentária era caipira. Mas, depois quando organizaram o Grupo Araruna, eles decidiram por uma vestimenta mais clássica, da nobreza do século XIX, que tinha aquelas casacas e cartolas”, explicou o folclorista.

FONTE: http://grandeponto.blogspot.com/2008_08_01_archive.html

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

MARACATU


Maracatu é uma manifestação cultural da música folclórica pernambucana afro-brasileira. É formada por uma percussão que acompanha um cortejo real. Como a maioria das manifestações populares do Brasil, é uma mistura das culturas indígena, africana e européia. Surgiu em meados do século XVIII. Foi criado para formar uma critíca as cortes portuguesas.

Os Maracatus mais antigos do Carnaval do Recife, também conhecidos como Maracatu de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, de Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outra, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu.

As personagens que compõem o cortejo são os seguintes:

  1. Porta-estandarte, que leva o estandarte; este contém, basicamente, o nome da agremiação, uma figura que o represente e o ano que foi criada.
  2. Dama do paço, mulher que leva em uma das mãos a CALUNGA(boneca de madeira, ricamente vestida e que simboliza uma entidade ou rainha já morta).
  3. Rei e rainha, as figuras mais importantes do cortejo, e é por sua coroação que tudo é feito.
  4. Vassalo, um escravo que leva o PALIO(guarda-sol que protege os reis).
  5. Figuras da corte: príncipes, ministros, embaixadores, etc.
  6. Damas da corte, senhoras ricas que não possuem título nobiliárquicos.
  7. Yabás, mais conhecidas como baianas, que são escravas.
  8. Batuqueiros, que animam o cortejo, tocando vários instrumentos, como caixas de guerra, alfaias (tambores), gonguê, xequerês, maracás, etc
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maracatu_Na%C3%A7%C3%A3o

domingo, 1 de novembro de 2009

Jessier Quirino

Arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção. Apareceu na folhinha no ano de 1954 na cidade de Campina Grande, Paraíba e é filho adotivo de Itabaiana também na Paraíba, onde reside desde 1983.

Na área artística, é autodidata como instrumentista (violão) e fez cursos de desenho artístico e desenho arquitetônico. Na área de literatura, não fez nenhum curso e trabalha a prosa, a métrica e a rima como um mero domador de palavras.

Interessado na causa poética nordestina persegue fatos e histórias sertanejas com olhos e faro de rastejador. Autor dos livros: “Paisagem de Interior” (poesia), “Agruras da Lata D`água” (poesia), “O Chapéu Mau e o Lobinho Vermelho” (infantil), “Prosa Morena” ( poesia e acompanha um pires de CD ), “Política de Pé de Muro - O Comitê do Povão” ( legendas e imagens gargalhativas sobre folclore político popular ), CDs: “Paisagem de Interior 1 e Paisagem de Interior 2”, o livro: “Bandeira Nordestina” (poesia e acompanha um pires de CD), A Folha de Boldo Notícias de Cachaceiros - em parceria com Joselito Nunes – todos editados pelas Edições Bagaço do Recife - além de causos, músicas, cordéis e outros escritos.

Preenchendo uma lacuna deixada pelos grandes menestréis do pensamento popular nordestino, o poeta Jessier Quirino tem chamado a atenção do público e da crítica, principalmente pela presença de palco, por uma memória extraordinária e pelo varejo das histórias, que vão desde a poesia matuta, impregnada de humor, neologismos, sarcasmo, amor e ódio, até causos, côcos, cantorias músicas, piadas e textos de nordestinidade apurada.

Dono de um estilo próprio "domador de palavras" - até discutido em sala de aula - de uma verve apurada e de um extremo preciosismo no manejo da métrica e da rima, o poeta, ao contrário dos repentistas que se apresentam em duplas, mostra-se sozinho feito boi de arado e sabe como prender a atenção do distinto público.

Apesar de muitos considerá-lo um humorista, opta pela denominação de poeta, onde procura mostrar o bom humor e a esperteza do matuto sertanejo, sem, no entanto fugir ao lirismo poético e literário.
Sobre Jessier, disse o poeta e ensaísta Alberto da Cunha Melo: "...talvez prevendo uma profunda transformação no mundo rural, em virtude da força homogeneizadora dos meios de comunicação e das novas tecnologias, Jessier Quirino, desde seu primeiro livro, vem fazendo uma espécie de etnografia poética dos valores, hábitos, utensílios e linguagem do agreste e do sertão nordestinos. ... Sua obra, não tenho dúvidas, além do valor estético cada dia mais comprovado, vai futuramente servir como documento e testemunho de um mundo já então engolido pela voragem tecnológica."

Allan Sales

u me chamo Allan Sales
Menestrel do Cariri
Vim do Crato pra o Recife
Até hoje vivo aqui
Nesta terra hospitaleira
Na Veneza Brasileira
Onde criei-me e cresci.

Estou no Recife desde 1969. Estudei no Colégio da Polícia Militar todo meu ensino médio. Em 1979 servi ao Exército Brasileiro de onde sai como 2º Tenente da Reserva. Estudei Matemática na UFPE e Engenharia Civil na POLI sem concluir os dois cursos.

Estudei violão erudito e componho desde 1982 peças de música popular. Fiz 15 trilhas originais para teatro e recebi 7 prêmios por esse trabalho. Ganhei em 2002, 2003 e 2005 o CONCURSO DE MÚSICAS CARNAVALESCAS DO RECIFE, promovido pela Prefeitura da Cidade do Recife.

Comecei na literatura de cordel em 1997 publicando EPOPÉIA CORDELISTICA DO BRASIL (a História do Brasil em cordel de Cabral a FHC). Em 1999 fiz artesanalmente meu primeiro folheto O TRABALHO DE BRENNAND, hoje sou autor de mais de 300 folhetos publicados pela UNIVERSALES CORDELARIA, a menor editora de cordel do Brasil, tem apenas um diagramador, ilustrador, editor e produtor: Allan Sales.

Minha vida era um porre quando eu era cachaceiro


Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro
(Allan Sales)


Agradeço ao Dedé
Pela sua interferência
Demonstrando competência
No poema sua fé
O seu verso que dá pé
Meu poeta verdadeiro
Seu poema mensageiro
Nesta hora me socorre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro
Com conhaque de alcatrão
Serra Grande e pitulina
Tomar rum foi minha sina
E purinha com limão
Era chope de montão
Meu ofício de caneiro
Bagunçando num puteiro
Muita gente assim que morre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro

Era mesmo uma desgraça
Meu viver sem ter limites
Aceitando tais convites
Pra beber muita cachaça
Era um craque na manguaça
Nisso fui bom tarefeiro
Me lasquei ó companheiro
Meu viver sem isso corre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro

Vi amigo se lascar
Enterrei assim uns seis
Mas saí foi duma vez
E não quis mais me matar
Desisti de biritar
E mudei foi por inteiro
Saravá Dedé Monteiro
Cuja verve aqui escorre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro.

Um novo Começo

Este blog vai recomeçar. Vamos por para frente tudo de cultura popular que houver no nosso Nordeste, desde do tradicional ao moderno, do forró ao rock, do cordel a literatura. Espero a visita de todos e os comentários do que vamos publicar. Abraços a todos.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

SEU LUNGA

Um dos personagens mais famosos da cultura nordestina: Seu Lunga é uma unanimidade. Sua maneira "delicada" de responder a perguntas imbécis é maravilhoso. Assim para um exemplo desta tão famosa "delicadesa" estou disponibilizando o link do you tube. DIVIRTAM-SE!!!

A Chegada da Prostituta no Céu

A Chegada da Prostituta no Céu
Artista J. BORGES

xilogravura

xilogravura
"eu, tu , eles" - J. Borges - Bezerros PE

José Francisco Borges-Artista de Bezerros, Pernambuco, Brasil.

José Francisco Borges nasceu na cidade de Bezerros, Pernambuco, em 20 de dezembro de 1935. J. Borges, como ele é mais conhecido e gosta de ser chamado, começou a ajudar o pai agricultor na lavoura aos oito anos de idade e antes de descobrir a literatura de cordel e a xilogravura trabalhou como artesão, marceneiro, pedreiro, carpinteiro e pintor. Ele explica que sua relação com o cordel começou aos 20 anos, quando, depois de economizar um dinheirinho, ganho com a venda de brinquedos de madeira fabricados por ele, comprou alguns cordéis para revender na feira de Bezerros. "Me apaixonei e hoje o cordel é tudo para mim", afirma.

Sua Obra

Sua primeira obra foi "O encontro de dois vaqueiros no sertão de Petrolina", com xilogravura do Mestre Dila, publicada em 1964. O cordel atingiu a marca de cinco mil exemplares vendidos, em 60 dias. No ano seguinte, J. Borges fez sua primeira xilogravura para o folheto "O Verdadeiro aviso de Frei Damião (sobre os castigos que vêm)", também de sua autoria. Em quase 40 anos de carreira, J. Borges escreveu mais de 200 cordéis, que, com exceção do primeiro, foram ilustrados por ele próprio.
O artista destaca a gravura "A chegada da prostituta no céu", de 1976, como sua obra mais famosa. "A gravura deu origem ao cordel de mesmo nome na década de 80, porque todos me pediam para contar a história da gravura", explica. Sua obra retrata o cotidiano do homem do Nordeste, a cultura e o folclore e a luta do povo na vida do sertão. Outro tema freqüente no cordel e gravuras de J. Borges é o cangaço.
Mas não são somente os cordéis que têm ilustrações do artista pernambucano. J. Borges já ilustrou capas de discos e livros, dos quais vale destacar "Palavras Andantes", do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano. Sua experiência internacional inclui exposições e oficinas realizadas em diversos países. Uma das exposições percorreu 20 países europeus na década de 70. "No Brasil, são poucas as cidades onde minha obra ainda não passou", afirma. Países como Estados Unidos, França, Alemanha, Suíça e Venezuela já receberam J. Borges para ministrar palestras e oficinas.
Hoje essas xilogravuras são impressas em grande quantidades, em diversos tamanhos, e vendidas a intelectuais, artistas e colecionadores de arte. Os temas mais solicitados em seu repertório são: o cotidiano do pobre, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, crimes e corrução, os folguedos populares, a religiosidade, a picardia, enfim todo o universo cultural do povo nordestino.

Contato:J. BorgesRua: Major Aprigio da Fonseca, 420São SebastiâoBezerros - Pernambuco - BrasilCep: 55 660 - 000
Telefone: 0055 - 81 - 3727.0364
Telefone: 0055 - 81 - 9937.3838